O relacionamento conjugal é construído por vários aspectos, que se entrelaçam formando uma estrutura significativa na dinâmica do casal. Nesta estrutura, encontramos a questão afetiva e a questão financeira como parte importante do desenvolvimento deste relacionamento. A afetividade, sem dúvida, é necessária e saudável. Ela vem associada a admiração, ternura, amor, paixão e necessidade de ser fisicamente atraente ao seu cônjuge. O amor leva um casal a se comprometer mutuamente, descrevendo um profundo vínculo emocional. Contudo, há casais que se tornam menos vinculados pelo amor, comprometendo-se mais pela realização de determinadas tarefas, pela família de origem ou por objetivos mútuos. O afeto ou o amor pode mudar em relacionamentos conjugais, intensificar ou diminuir com o passar dos anos.

O equilíbrio ou manejo financeiro também é saudável e relevante no relacionamento. Porém, pelas diferenças pessoais, os parceiros podem atribuir diferentes significados à questão financeira e ao seu gerenciamento. Esta questão pode ser um fator de união ou de conflito de um casal. Os cônjuges podem estruturar seu vínculo por razões financeiras, assim como desconsideram as circunstâncias econômicas quando o casamento chega ao fim.

O objetivo do presente trabalho é refletir sobre estas questões: afeto e finanças, sobre a influência que ambos têm sobre o casal e as possibilidades de manejo frente a elas. A abordagem teórico-clínica fundamenta-se na terapia sistêmica de casais, sendo utilizados relatos de casos como ilustração.

Helena Centeno Hintz
DOMUS – Centro de Terapia de Casal e Família
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