Em 15 de maio, o mundo inteiro celebra o Dia Internacional da Família

 

Esta data foi decretada como Dia Internacional da Família pela Assembléia Geral  da ONU através da resolução  47237,  de 20/09/1993. Esta tem o intuito de chamar a atenção de todo o mundo para os direitos e responsabilidades da família, bem como enfatizar a importância desta na vida do indivíduo e a melhora da capacidade institucional. Neste Dia Internacional da Família convido para olharmos a transformação do papel feminino dentro da família com a conquista no mercado de trabalho.

Com a entrada da mulher no âmbito do trabalho, a família de hoje está em processo de  construções, e é possível verificar as inovações e a diversidade de novas estruturas familiares, assim como os papéis de cada membro  na família. Em menos de cem anos, as mulheres passaram  da atividade de donas de casa   obedientes aos seus pais e maridos, à  formadoras de opinião e profissionais que hoje ajudam e, em muitos casos, até conquistaram salários superiores aos dos homens.

 

Mãe e profissional ao mesmo tempo, a mulher moderna tem que assumir várias funções sem deixar que a culpa tome conta de si mesma. Entretanto, esse avanço tão grande em tão pouco tempo gerou, e ainda gera, problemas para a sociedade e muitas vezes para as próprias famílias, que ainda estão aprendendo a se estruturar frente a essas novas “supermães”, que precisam fazer tudo ao mesmo tempo – e fazer bem feito.

 

Um dos principais desafios para a mulher está em conciliar tempo para tarefas domésticas, acadêmicas, trabalho externo e  permanecer com os filhos, de forma a ser possível estabelecer um vínculo afetivo harmonioso e consistente.

 

O advento dos contraceptivos liberou a mulher da imposição de tantas gestações e levou-a até eventualmente a optar por não tê-las, permitindo a ampliação de seu círculo de interesses. Segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos anos aconteceu uma mudança brusca no perfil das famílias:  atualmente os casais, em sua maioria, têm apenas um ou dois filhos.

 

Nesse sentido, é possível dizer que na vida conjugal os papéis desempenhados pelo homem e pela mulher têm se confundido cada vez mais e  a configuração familiar tem se delineado diferentemente da estrutura familiar tradicional, assim como a relação mãe-filho também é tocada por essas vicissitudes. Em muitos casos, o homem deixou de ser visto como apenas ele podendo ser o chefe da família e a mulher passou a ser reconhecida como um ser tão capaz quanto o homem em assumir esta função. A partir disso, as mulheres não se encontram mais dependentes dos seus parceiros, podendo se manter financeiramente e, consequentemente, favorecendo o aumento do número de divórcios.

 

É importante que a sociedade reflita sobre os cuidados atualmente dispensados às crianças, especialmente no que diz respeito à elaboração de estratégias institucionais visando a oferta de melhores condições de trabalho e de proteção à mãe trabalhadora, conciliando, assim, a maternidade e a vida profissional.

 

Neste Dia Internacional das Famílias, renovemos o nosso compromisso de promover o equilíbrio entre a conquista das mulheres no mercado de trabalho e a família para o benefício das famílias e da sociedade em geral.

 

Ieda Zamel Dorfman – Presidente da AGATEF